Posso confessar que sou uma apaixonada por kimonos, eles dão um charme boho e são peças chave num look básico. E olha só, você vai poder abusar deles nessa temporada primavera/verão 2016 - até porque você usa o que você quiser, ninguém pode te ditar o que vestir, gata. Essa será uma peça que você deve repetir nessa temporada, pois eles não saíram de moda não. Estampados, com franja, de crochê, floral, todos poderão ser usados com o maior prazer. E como de costume, looks pra inspirar os leitores queridos.
Olha só toda essa franja! Me segurem, pois amo franjas!
Não há coisa mais gostosa para mim do que vestir florido em plena primavera. Ai Marina, como és clichê. Sou clichê mesmo, e olha, eu nem me importo, porque a gente tem que fazer o que gosta, não é?
Hoje separei cinco looks maravilhosos pra quem não abre mão daquele escurinho básico mas quer misturar com a estampa floral. Pra aquelas garotas que adoram um gótico suave.
Estive por muito tempo longe das telinhas do cinema, sequer lembro da última vez que fui assistir a um filme fora de casa. Vamos por a culpa no nosso querido Netflix (não, a culpa é minha mesma que não acho coragem de sair de casa).
Essa semana me indicaram um filme muito bom, A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen). É um filme alemão lançado em 2006, que conta a história de Gerd Wiesler, um agente da Stasi - a antiga polícia política da República Democrática Alemã (Alemanha Oriental). Esse agente tem como missão espionar a vida de um escritor e sua namorada, uma atriz, para assim achar provas de que eles conspiram contra o sistema político da RDA. Mas Wiesler acaba confundindo seus sentimentos pelo casal, o que complica o real sentido da missão.
Apesar de ser um pouco tedioso no começo (ao menos pra mim), o filme acabou por se mostrar uma obra prima. Não consigo falar mais sobre ele sem dar spoilers, mas posso garantir que não é perca de tempo e você vai se emocionar bastante. E para a alegria de todos ele está disponível no Netflix.
Esse ano estive tão imersa num mundo nada legal que nem vi a primavera chegar, logo eu que conto todos os equinócios com bastante alegria. Costumava a criar umas lindas plantinhas na janela do meu quarto, eram lindas, quando grandes caíam para fora da janela e brotavam pequenas flores vermelhas, era uma felicidade vê-las. Deixei-as morrer. Deixei-as morrer como deixei morrer bastante coisa dentro de mim durante um tempo que agora chamarei de era do desgosto. Havia desgosto em tudo. Desgosto de aula, desgosto de ballet, desgosto de filme, desgosto de café da manhã, desgosto de se cuidar, desgosto de sorvete. Desgosto de vida. Até agora eu não entendo como saí da era do desgosto, mas posso agradecer a B., que mesmo caindo não me deixava cair, posso também ser grata a meus pais e minhas amigas-irmãs. A era do desgosto passou, ao menos pra mim. Arranquei as mudas mortas de meus vasos, plantei pequenas onze horas, adotei uma orquídea, coloquei novas mudas da planta que antes existia. Lindas flores se abriram, e mesmo assim eu não percebi que a primavera havia chegado. Hoje a ficha caiu, o calor típico de Recife voltou a me derreter durante o trajeto até a faculdade. Ainda é primavera, ainda é tempo de florescer.
Eu sei que pequei, sei que ainda peco. Sempre que rezam aquele tal do pai nosso eu faço questão de sibilar pra mim mesma com muita força de vontade perdoai-nos as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido. Pequei muito com uma criatura em particular, uma criatura singular, pela qual eu posso ter me apaixonado (mas isso nunca saberei de verdade). Todos os dias eu peço perdão a meus queridos companheiros que estão a me proteger. Todos os dias eu me martirizo por ter causado dores inimagináveis a um pequeno ser. Me desculpe. Eu sei que nunca será o suficiente, mas me desculpe, nunca tive a intenção de machucar. Às vezes é preciso ser egoísta pra ser feliz, só que eu ainda não aprendi a ser egoísta assim.
Uma pequena coletânea de desculpas, uma pequena coletânea pra tentar te fazer melhor.
Eu ainda não sei bem como administrar isso aqui. Queria bem fazê-lo de diário virtual, contar meus dias, minhas glórias e minhas derrotas, e como já percebi que nada pode me impedir de fazer algo que quero, eu farei. Contarei meus dias, darei dicas, convencerei pessoas. E queria dizer que a história é longa. Sim, minha história é mais longa do que eu queria que fosse, é um peso que tenho que carregar todos os dias, que me traz muita felicidade e alguns momentos de tristeza. Vou começar do agora, talvez algum dia eu comece do começo, mas agora eu não quero remexer o começo disso tudo. O domingo segue tranquilo. Acordei na casa de uma amiga com outras amigas, conversamos sobre tudo, comemos muito, fumamos mais um tanto, rimos das desgraças alheias. Hoje não tenho muito pra falar, estou num momento de plenitude onde só quero curtir o agora. Mais tarde volto.